Em
1959, a Régie Nationale des Usines Renault assina com as Industrias
Kaiser Argentina (IKA) um contrato de licença e assistência
técnica para a produção na fábrica de Santa
Isabel, Córdoba, de veículos da marca Renault. O Dauphine
e sua versão Gordini são lançados em 1960. A capacidade
instalada é ampliada e modernizada, produzindo o lançamento
do Renault 4L em 1963 e da versão 4F no ano seguinte. Em 1966 é
lançado o Torino.Em novembro
de 1967, a Régie Nationale des Usines Renault já se incorpora
como sócio majoritário e assume a direção
administrativa da empresa começando com um plano de investimentos
que teria como primeira novidade o lançamento em 1970 do Renault
6 e novas versões do Torino e do Renault 4S. No ano seguinte, aparece
o Renault 12 e realiza-se uma importante exportação de matrizes
à Romênia. Nesse mesmo ano é fabricada a unidade 500.000.
A perua do Renault 12 é dada a conhecer em 1973.
Renault
Argentina S.A.
A partir do ano 1975, adota-se a denominação
Renault Argentina S.A. e o número de empregados ocupados chega
a 12112. O Torino é o único carro de origem não
francesa produzido pela Renault e em 1976 é lançada a
versão TSX. Em 1978, a linha se atualiza com os Torino Grand
Routier, os Renault 12 TL e TS e o Renault 6 GTL.Em
1979 anuncia-se um importante programa de investimentos que dá
frutos em 1981 com o lançamento do Renault 18 TX. A perua aparece
no ano seguinte e nesse mesmo ano o cupê Fuego é nacionalizado.
A unidade nº 1.000.000
é produzida em meados de 1983. No final de 1984 é lançado
o Renault 11 e em 1987 o Renault 9 e o primeiro utilitário da Renault,
o Traffic. A linha cresce, sendo complementada em 1989 com o Renault 21.
Os
anos 90
Em 1992, Renault Argentina S.A. muda sua
denominação social para CIADEA S. A. (Companhia Interamericana
de Automóveis), que continua, sob essa denominação,
com as operações de industrialização e venda
de veículos Renault na Argentina. Entre os sucessos mais importantes,
durante esta etapa, destacam-se os lançamentos do Renault 19
e do modelo Clio, ambos de produção local. A partir de
junho de 1997, Renault S.A. retoma o controle das operações
na Argentina, recuperando sua antiga denominação social,
Renault Argentina S.A
Essa
retomada do controle acionário se viu fortalecida com o lançamento
da linha Mégane em 1997. Logo depois, o lançamento do Kangoo
de produção nacional em 1998 terminou sendo um dos principais
êxitos no mercado argentino.O
lançamento do Mégane 2 em outubro de 1999 e do Clio 2 em
março de 2000 rejuvenesceu a linha de produtos nacionais. A complementação
atual dos modelos produzidos localmente com outros importados (Twingo,
Scénic, Laguna, Express, Master) permitiu que a Renault se transformasse
e se consolidasse como a marca líder do mercado automotivo argentino.
A
fábrica
Situada em Santa Isabel a 10 quilômetros
da capital da província de Córdoba, e dentro de seu tecido,
conta com uma superfície de terreno de 238,5 hectares, dentro
dos quais a edificação abarca, aproximadamente, 400.000
metros quadrados. Este conglomerado industrial está dividido
em várias oficinas: Departamento Encaixe e Soldadura, Departamento
Pintura e Departamento Montagem, áreas encarregadas de fabricar
os automóveis, com o apoio dos departamentos Logística
Industrial, Engenharia de Fábrica e Qualidade, todos dependentes
da Diretoria de Fábrica. Realizam aí também seu
trabalho áreas que dependem das Diretorias de Recursos Humanos,
Compras, Administração e Finanças, Comercial, entre
outras.
Desde
27 de abril de 1956 até hoje foram produzidos na Fábrica
Santa Isabel mais de 2.000.000 de veículos, tanto para o mercado
local como para a exportação.Os
recursos humanos somados ao moderno equipamento (foram incorporados nos
últimos 5 anos mais de 30 robôs) e a infra-estrutura necessária
para que esta maquinaria possa executar seus trabalhos com excelentes
resultados, elevaram a capacidade de produção diária
da Fábrica Santa Isabel a 640 unidades (com uma capacidade anual
de produção de 148.500 veículos). A fábrica
opera com conceitos europeus nos processos de fabricação,
com uma estrutura racionalizada, uma taxa de utilização
máxima de três turnos e um abastecimento sincronizado, dando
grande elasticidade ao sistema, o que permite desenvolver novos produtos
em breves períodos de tempo, cumprindo com a quantidade e qualidade
exigidas pelo mercado atual.